terça-feira, 31 de julho de 2012

work issues

uma questão bastante recorrente nos dias de hoje, e como conheço o caso, em Portugal, é o fenómeno dos estágios não remunerados. ora vejamos bem, isto é uma questão bastante insatisfatória para quem começa a trabalhar. saímos, normalmente, fresquinhos das licenciaturas, mestrados ou até doutoramentos para chegarmos a um mercado que não nos considera valiosos ou úteis. somos essenciais para distribuir cafés, tirar fotocópias, acabar o que o outro estava a fazer e afins. as empresas apropriaram-se desta moda e utilizam-se disso para contratar pessoas que trabalhem que nem uns cães, por nada, para saírem dali com a suposta experiência corporativa. posso-vos dizer que, aqui no dubai, a maior parte dos sítios onde fui entrevistada, empresas grandes ou pequenas, perguntavam-me se eu tinha experiência corporativa. saída de um mestrado e tendo apenas trabalho freelance na minha área, aquilo que eu conheço aprendi sozinha ou por conselhos de outros. sou capaz de ter perdido uma ou outra vaga por causa disso, mas não me chateei. porque sejamos sinceros, deveríamos ser contratados com base no nosso trabalho, naquilo que mostramos que conseguimos fazer. cá pagam bastante bem aos designers e não me posso queixar. as condições são boas e somos recompensados pelo trabalho que fazemos. e isto aplica-se a outras profissões. todos devemos ser recompensados e reconhecidos pelo trabalho que fazemos. e não há excepções. 


retirado daqui

domingo, 29 de julho de 2012

you don't forget the truth...

you just get better at lying.

que atire a primeira pedra aquele que nunca mentiu. que nunca contou algo por pensar que está a proteger a outra pessoa. eu sei que já o fiz e não vou dizer que não o faço agora. para me sentir melhor, penso que realmente é melhor não saberem. aquilo que não se sabe, não pode magoar. mas depois vejo-me intolerante a mentiras. detesto saber que sou alvo de uma ocultação. alvo de escondidas. brincávamos a isso quando tínhamos 10, 11 anos. depois passa. ou deveria passar. quando somos criancinhas contamos mentiras inocentes que acabam por ser descobertas pelos nossos pais ou pelos nossos amigos. porque nos esquecemos do que contámos, de todos os pormenores ou porque simplesmente sabemos que fizemos alguma coisa de mal e não queremos ser castigados por isso. quando crescemos, as coisas agravam-se porque as nossas mentiras começam a ter consequências. não só para nós, que podemos ou não ser castigados, mas para as pessoas que envolvemos. maior parte das vezes que contei uma mentira, fui apanhada. e lembro-me perfeitamente de como é que me sentia. sei tão bem aquilo que sinto que evito, hoje, fazer isso. o mesmo sinto quando sei que estou a ser alvo de uma mentira. e o pior. detesto quando me mentem e eu já sei a verdade.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

being sick sucks!

agora que o pior já passou a vontade de escrever veio com a cura. estive doente estes dias, o que me levou a faltar ao trabalho um deles - oh que chato - mas é menos um dia que sou paga. problemas de estômago pela ingestão de antibióticos mal recomendados. não tenho nada contra indianos, mas dermatologistas do tipo, não aconselho. o meu sistema digestivo estava por um fio há umas semanas e tudo por um tratamento pouco adequado. agora estou a sentir-me mais fresca e melhorzita, à base de chá de camomila - que finalmente encontrei cá - e muitos miminhos. adormecer no colo do namorado é o melhor que posso pedir. sempre!

entretanto tenho estado a trabalhar noutros projectos e noutro blog que apresentarei quando a oportunidade se proporcionar. ou quando eu achar que devo e que está pronto.

o trabalho continua uma seca pegada mas ontem tive uma reunião com dois clientes para fazer alguns trabalhos extra-curriculares. o melhor disto tudo é sair às quatro da tarde. apesar de que a primeira semana foi pouco ou nada aproveitada. not to worry porque hoje já é fim de semana e estou a tentar convencer a criança a ir dar um passeio a outro emirado para não ficarmos o dia todo em casa, a aproveitar o fresquinho e conforto do lar. também tenho de tratar da prenda de namoro. está a aproximar-se a data que marca os 730 dias de namoro ou as 17 520 horas que dedicamos um ao outro - nem sempre da melhor maneira - ou os 1 051 200 segundos que dispensamos a pensar um no outro. quero fazer uma surpresa mas ainda não idealizei como. que a próxima semana me traga mais inspiração, bom humor e saúde, que como diziam as minhas ricas avózinhas é o bem mais precioso que temos.

domingo, 22 de julho de 2012

life in the middle east #13

por aqui já começou o ramadan! desejos de um ramadan kareem para todos os meus muslim friends. que são bastante limitados. à parte de não se poder comer, beber, fumar ou praticar o sexo, o ramadão é uma altura de desintoxicar de todos os males praticados durante o ano. guiados pela lua, os muçulmanos dedicam-se à abstinência a partir do momento que o sol se levanta até que se pōe. aqui no office há três homens que praticam o ramadão. portanto ao pé deles não se pode comer ou beber. como é obrigação eles saem às 3 da tarde, para poderem dormir antes do banquete e nós às 4. até me apetecia aderir só para poder sair mais cedo. mas enfim. os bares fecham ou deixam de dar música. as piscinas públicas deixam de funcionar e os centros comerciais são uma forma de passar o tempo mais rapidamente, sem acesso ao food court que está praticamente encerrado. aqui no trabalho, os restaurantes tapam-se e escondem o que se passa lá dentro. e nós que apanhemos com isso.

ramadan kareem.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

life in the middle east #12

minha genteee! não consigo expressar a minha tristeza quando digo que desejava imenso estar em lagos nesta altura. ver fotos deixa-me nostálgica e invejosa. quero estar com os meus amigos, ir às minhas praias, ter o meu verão. desgraça. mas enquanto não há isso, ficamo-nos por explorar o dubai e ontem foi outra dessas oportunidades que adorei. o que era para ser um final de tarde relaxado à beira da piscina da sofia acabou com uma visita à souk e à gold souk. para vos contextualizar melhor, explico que o dubai é uma verdadeira concrete jungle cheia de areia. mas há uma parte da cidade, no bur dubai, cheia de mística. a sofia vai a portugal e quis fazer algumas compras para os pais e respectivos familiares e eu fui com ela. não tirei fotos mas prometo que quinta volto lá e capto o que há para ser captado. as souks são uma espécie de mercado onde podemos comprar produtos típicos árabes. de pufs a tapetes, especiarias, pashminas, brinquedos, sapatos à aladin, potes, pratos, jarras, frigideiras, talheres e afins. se acham que os chineses têm tudo, nunca estiveram numa souk. fomos portanto à primeira que é de um dos lados do rio. já tinha estado nessa. visitada, passeamos de barco - por 1 dirham ou 20 cêntimos - para a outra margem do rio - assumidamente criado por eles - para darmos de encontro com a gold souk. fiquei apaixonada com os cheiros a especiarias que inundavam as ruas, as cores, as texturas, a variedade. é realmente incrível a forma como eles lidam com as pessoas. sempre a chamar "miss, miss" e com uma simpatia extrema. fiquei envolvida naquele espírito e da próxima levo a minha cara metade que vai odiar.

domingo, 15 de julho de 2012

plus one

o fim de semana no dubai, durante o verão, não serve para muito. uma ida à piscina, uma passagem pelo supermercado, uma corridinha ao final da tarde para combater a ociosidade, filmes de sábado, namorar. o calor torna impossíveis os passeios na rua, qualquer deslocamento que seja feito é recordado com muito suor e cansaço e não há roupas que melhorem aquilo por que nos arriscamos a passar quando saímos de casa. pois bem, o meu foi isso tudo colmatado com uma saída sexta à noite só com dudes. pela primeira vez desde que cá estou, era a única rapariga do grupo. acredito que tenha sido óptimo para o manel. e hoje começou mais uma dolorosa semana de trabalho.

quem sou eu e o que fiz a mim!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

21st century phenomena

achei interessante partilhar que a loira fez um post sobre vlogs, um fenómeno que eu, com tanto tempo livre, tenho seguido de perto. comecei pelos tradicionais tutoriais de maquilhagem, cabelo, coisa para a qual também não tenho talento nem paciência - é só eu ficar desempregada outra vez que vão ver - para depois ver vários vídeos na jenna marbles, uma artista deste mundo dos vídeos online para agora seguir os brothers. pois bem minha gente, para quem tem muito tempo livre, está de férias ou simplesmente aborrecido, recomendo vivamente. nem todos os vídeos têm piada mas uma boa parte distrai-vos e ajuda o tempo a passar de uma maneira inacreditável. senão têm sempre outras opções, como séries ou filmes ou coçar a micose.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

one for the money

são dez e meia da manhã, passou uma hora e meia desde que cheguei e já fiz praticamente tudo o que normalmente faço: ler blogs, notícias, cuscar o facebook, preencher papéis, escrever na agenda, postar o  anúncio de trabalho freelance, bocejar e organizar a secretária. não consigo explicar o grau de aborrecimento com que estou e a pouca vontade com que venho para cá todos os dias. só quero estar na minha caminha, a dormir e aproveitar este calorzão que se faz sentir cada vez mais. hoje vai ser um dia impossível e ainda só bocejei umas dez vezes.

domingo, 8 de julho de 2012

life in the middle east #11

o tempo por cá não tem estado grande espingarda e hoje que é domingo está a condizer com o humor. não é que esteja muito mau mas, please, é domingo, estou a trabalhar, férias de verão e eu enfiada num escritório, a escrever num blog, onde é difícil conseguir acentos e levo meia hora a escrever umas míseras três ou quatro linhas. já li revistas, blogs, jornais, sites, vi séries e aguardo ansiosamente o ponteiro das seis para me poder pisgar e correr nesta sauna pública a que chamo dubai.

sábado, 7 de julho de 2012

estar tão longe.

tenho para mim que quando uma pessoa chora, chora por vários motivos. há um principal e todos uns pequenos. parecendo que não, sou uma pessoa que chora muito. pingo-me várias vezes e por vários motivos. há os filmes, as histórias, as fotos, as saudades. principalmente agora as saudades são o motivo mais forte de todos. ver o meu pai, a minha mãe. ontem custou-me imenso falar no skype e disse-lhes o quanto sentia falta. o dubai é longe e portugal é só um pontinho para mim. estamos a tentar arranjar soluções para ir lá antes de dezembro mas parece impossível. não temos dinheiro e também não o queremos pedir.

penso muito em quando tinha saudades do meu namorado, quando ele estava longe e eu em casa, a falta que sentia. o quanto me custava. as vezes que chorava. nem imagino o quanto custa ao meu pai. e agora não há grande coisa que possa fazer. desculpa estar tão longe. gosto muito de ti pai*

quarta-feira, 4 de julho de 2012

por mais que queiramos.

mais uma vez venho reclamar um bocado. mas também quem não gosta não lê. hoje estive a ler um artigo numa revista cujo nome não interessa e senti-me relativamente identificada. falava sobre uma condição que parece existir que torna as mulheres super paranóicas no que toca à comida. paranóicas no sentido de controlarem absolutamente tudo o que comem, contarem as calorias e, como dizia a jornalista, escrevê-las mais que duas vezes em post-its, só para ter a certeza de que não estão enganadas quanto ao consumido. ora bem, todas nos podemos identificar um bocado porque todas acabamos por ser, nem que seja só um pouco, paranóicas em relação ao que comemos. podemos chamar conscienciosas se quisermos. eu sei que sou. e há sempre alturas em que me sinto pior (muito pior) em relação ao meu corpo e culpada por aquilo que como. verdade seja dita esta semana tenho-me sentido assim. e sinto-me culpada quando como até os meus flocos com iogurte (natural) de manhã. não chego ao ponto de contar as calorias mas chego ao ponto de pensar que devia. depois também penso, mas eu faço isto por quem? por mim? às vezes. pelos outros? também às vezes. pela sociedade? muito provavelmente. já sei que é tópico batido e toda a gente fala disso. mas a verdade é que a sociedade impõe bastante nas nossas mentalidades e faz-nos acreditar em coisas que, na maior parte dos casos, podem nem lá estar. macaquinhos à parte, as revistas tiram-nos do sério. pernas perfeitas, barrigas flat, rabinhos empinados, pele radiosa. por muito que queiramos nem sempre conseguimos estar assim e acabamos por nos sentir frustradas e secalhar tristes por pensar que não vamos ser aquilo que achamos que queremos ser. num mundo ideal os cabelos estavam sempre arranjados, a celulite era apenas mito, a maquilhagem era só acessório e as baixas auto-estimas não existiam. pois bem, como as coisas não são assim, temos de nos habituar ao que existe e tentar ser o melhor que devemos ser. mas não pelos outros, sempre por nós. o mais difícil, provavelmente, é perceber isso. eu sei falar, mas falar é fácil. fazer é sempre mais complicado.

mas atenção que não estou aqui a falar mal do que vemos nas revistas, só a referenciar. sabe-se que quem lá aparece tem o máximo dos cuidados com tudo aquilo que refere a saúde e beleza.

(agora estou no meu computador por isso tenho acentos, yey!)

fucking life in the middle east #10

fuck que esta semana esta a ser complicada. nada me prevenia para o que vinha e agora finalmente esta a chegar ao fim. hoje vou ter um pedaco da tarde livre porque tenho de ir a uma consulta e amanha ja 'e quinta-feira gracas a Ala.

كرده!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

9000 + 7

reparei agora que o blog acabou de passar as 9000 visitas! nao sei como 'e que 'e possivel, tendo em conta a afluencia de comentarios. mas citando o povo algarvio: eles andam ai! obrigada :)

fucking life in the middle east #9

estou tao farta deste trabalho que nem vos consigo explicar. um mes? parecem-me mais dez! ultrapassa-me a pouca motivacao que tenho para aqui estar, para fazer isto, para fazer o que quer que seja que me pedem. vivo aqui 9 horas do meu dia, vestida numa roupa que nao podia ser pior a fazer coisas que nao me podiam cansar mais. passar o dia a tentar arranjar coisas para fazer 'e desgastante. mentalmente desgastante. ha duas semanas que chego irritada e vou irritada. que estar em casa 'e a unica coisa que me sabe bem. refastelada no sofa a fazer o que faco o dia todo. este 'e o trabalho ao qual as pessoas se acomodam porque 'e facil e da' dinheiro. secalhar daqui a uns tempos vou querer voltar, quando eventualmente sair. mas por agora tenho de me deixar estar. engolir sapos. engolir a minha irritacao. engolir o meu orgulho, "dobrar-me" e, olha, "levar" dos corporativos. por favor concedam-me paciencia.