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segunda-feira, 17 de junho de 2013

a pedido da gerência

quando somos novos criamos ideias, concepções, amizades, amores e achamos que eles vão ser para toda a vida. mas duram só um bocadinho. o que antes de aplicava não aplica agora e vice-versa. aquela pessoa que odiávamos passamos a compreender e aquela que adorávamos não é assim tão fixe como pensávamos. vejo isso nas minhas relações e nas dos meus mais próximos. vamos crescendo e aprendendo com as nossas fases mas se há coisa que não podemos esquecer é que, o passado já não interessa. foi bom, foi mau, foi complicado, feliz, simples, desejado, mas está ali para trás. tipo aquele ponto cego no carro onde não conseguimos ver nada. não se passa nada. o futuro coitadinho, preocupa tanta gente - inclusive eu - mas não podemos estar pendentes de uma coisa que não sabemos. temos o agora. que também é meio indefinido, mas temos. no dubai parei de me queixar, de olhar para trás, de pensar no amanhça. tanta gente a queixar-se à minha volta por coisas que não interessam, por insignificâncias que comecei a pensar porque é que eu me hei-de queixar? para quê? só nós é que podemos fazer alguma coisa por nós. façam-me o favor e pensem duas vezes antes de se queixarem porque problemas temos todos, a forma como os encaramos e lidamos é que vai determinar se os ultrapassamos ou não. a gerência agradece.

domingo, 5 de maio de 2013

start spreading the news

à partida quando tomamos alguma grande decisão esperamos certas reacções de determinadas pessoas. verdade, estou sempre a dizer que nunca elevo as minhas expectativas em relação a nada mas também tenho os meus dias expectante. quando comuniquei a minha decisão achei que certas reacções iam ser diferentes. esperava mais, um bocado mais. estou desejosa de contar mas não quero más energias e mau karma só porque há pessoas que não têm bom coração. tem sido uma montanha russa de emoções e todos os dias a minha opinião é diferente. aqueles em que estou assustada são os piores. tenho muito medo de mudanças e novas introduções na vida, o que me deixa sempre de pé atrás. lembro-me de decidir vir para o dubai praticamente sem pensar. e dessa forma quase não temos tempo de nos arrepender. as coisas acontecem sem darmos por elas e senti-mo-nos impotentes perante tanta coragem. como já disse, tenho sorte em ter alguém com muita mais coragem que eu. para além de ter um par de tomates naturalmente, tem-nos subjectivamente. isso incentiva-me a procurar sempre mais e melhor. e também em conversa com a rebeca no outro dia, a falar de boas vibrações e que temos é de nos sentir bem, não podia concordar mais. se não nos sentirmos bem de que é que vale a pena? se não estamos felizes porquê continuar? tudo isto vale a pena porque devemos fazer tudo ao nosso alcance para ser felizes. há quem tenha mais oportunidades, há quem tenha menos. o que interessa é fazer funcionar. fazer resultar. estou a entrar numa fase positiva da minha vida, apesar das mudanças. e quero contar com todos à minha volta para seguir em frente!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

competir com?

o meu 10º e 12º ano foram bastante competitivos. não por minha causa mas por causa da minha turma. nunca fui pessoa de competir com outros em notas ou comportamentos. competia comigo. prometia-me ter melhor nota no teste a seguir. estudar mais para ter mais sucesso. cedo nos ensinam que os inteligentes é que sucedem na vida. mas a inteligência resume-se ao quê? a ter as melhores notas? tenho ex-colegas que, no período destes três anos escolares competiam com tudo e todos. no momento de recebermos o teste já nos estavam a perguntar que nota tínhamos tido sem sequer termos tempo de absorver o que acabou de ser colocado nas nossas mãos. ficavam chateadas e irritadas se tivéssemos melhores notas e com um brilho nos olhos se fossem abaixo das delas. no fundo, isto começou a perturbar-me e alterar-me. eu que não era nada assim comecei a encarar a situação como elas. quando recebia testes queria ter o prazer de as irritar. mas não acontecia, muitas vezes. não por falta de estudo ou concentração. há dias que estamos mais virados para a coisa que outros. o melhor momento veio na última aula de inglês do 11º ano e no resultado do exame nacional de psicologia. na aula de inglês a professora deu-me o meu primeiro 20. não pela média de notas dos 5 períodos anteriores, mas por eu ser a única aluna que conseguia prosseguir uma conversa em inglês e ler e escrever correctamente. isso irritou uma das minhas colegas a quem a professora deu 18 ou 19, não tenho a certeza. e no exame de psicologia onde tive a melhor nota da escola, naquele ano. isto porquê? esse grupo de colegas, que na altura faziam isso, vê-se hoje em dia numa série de profissões onde as notas não foram assim tão cruciais. e só gostava que se tivessem apercebido que esse tipo de coisas não é assim tão importante. na licenciatura e no mestrado levei mais ou menos com o mesmo, mas soube lidar de maneira diferente. nunca liguei muito às notas nem à média porque, no final do dia, é aquilo que sabemos fazer que conta. sim, tenho isso descriminado no meu currículo, mas porque é standard ter. mas nunca, em entrevista alguma, me perguntaram que notas e médias é que eu tive. a melhor competição é aquela que fazemos connosco.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

this sucks

existem várias coisas que uma pessoa deseja fazer na vida. certas metas a atingir. ser realizado a nível profissional, pessoal, ter estabilidade monetária, emocional, tempo para lazer, tempo para diversão, tempo para parvoíce. até tempo para dias maus. como já disse antes não há cá carpe diem para ninguém. os últimos dois foram desses. maus. maus com saudade, com vontade, com tristeza. deram-me umas saudades de casa incríveis e só me apetecia falar com os meus pais. acabei por não o fazer para evitar começar a chorar, mas às vezes custa-me. e o facto de não me identificar com a vida que levo aqui torna estes dias mais insuportáveis. só pensava "eduarda, tens uma viagem daqui a um mês, aproveita e vai. vai mas não voltes". mas isso não funciona assim. as minhas decisões já não podem ser tomadas sozinha e tenho de, sempre, considerar a minha outra metade. apesar de que a criatura também tem destes dias e também pensa em desertar - literalmente. isto para mim é um terceiro mundo disfarçado onde não se passa absolutamente nada. não há nada que enriqueça as pessoas que cá vivem - a não ser o petróleo de abu dhabi, qatar ou arábia saudita. as pessoas não têm substância, vontade - vivem para shoppings e praias e noites e jantares. eu não tenho vida para isso. adoro praia q.b. gosto de sair q.b. gosto de jantar fora mas não tenho dinheiro para gastar assim. ou seja, de que é que me serve viver numa economia forte se também não a posso apreciar? ostentação é a palavra em dia e todos os dias sou levada por uma sensação de que não pertenço a esta mentalidade. nem quero! tenho saudades do meu eu-cultural. de assistir in loco às obras e criações de outros. quero ostentar cultura e não roupas. quero acordar todos os dias e saber que há alguma coisa interessante para fazer. quero ter oportunidade de ir a um café e estar sentada a ler um livro à espera de alguém. não se pode ter tudo, sempre ouvi dizer. which sometimes sucks.

sábado, 13 de abril de 2013

passou rápido, só pode querer dizer que foi bom.

é uma estucha combinar turismo com trabalho. ir para a cama tarde, acordar cedíssimo, não fazer neneca. adoro ter visitas, mas tudo o que tem o seu lado bom tem o cansativo. a minha mary veio visitar-me. foi a primeira das amigas. soube-me a mel tê-la cá. e o melhor foi perceber que, mesmo não estando com ela há mais de um ano, as coisas continuam exactamente iguais. a forma de falar, estar, conviver. o que só me deixa feliz. acabou hoje bem cedo a semana de visita. chegou domingo passado e arredou pé hoje de manhã. conseguimos fazer imensas coisas e tudo quanto eu queria. fomos à happy hour da palmeira, à praia, ver um jogo do barça, ao cirque du soir e ao cavali,  às souqs, à piscina e ao deserto. o que ela mais gostou foi a parte antiga, que pessoalmente é a que mais gosto também. deixou-me com saudades de casa e o coração não deixou de apertar no momento da despedida. que só apertou ainda mais porque apanhamos uma multa por não estacionar no sítio onde devíamos. obrigada pela visita, pela companhia e pela amizade. 

terça-feira, 26 de março de 2013

zen state of mind

em conversa com um amigo falámos da minha estadia aqui. ele perguntou-me se eu era feliz, pergunta só antes feita pelo meu pai. disse-lhe que por enquanto sim. até contrário mantenho-me cá mas não quero prolongar demasiado a estadia. ele respondeu-me que o dubai só mesmo para férias e eu "nem isso". só sei que é um sítio de passagem para outro melhor. e ele gostou da minha perspectiva. no fundo, foi a maneira que arranjei de encarar o facto de estar aqui porque, quer queira, quer não, a minha vida é cá. a minha casa, as minhas coisas, o meu trabalho e o meu namorado estão aqui. e só cabe a mim tentar ser feliz nela. claro que isto é a versão idílica. há sempre dois lados de uma moeda. de qualquer forma, o meu melhor amigo está aqui e enquanto assim o for, a minha presença não é desnecessária. 

segunda-feira, 18 de março de 2013

questões de religião

ontem tive uma situação um bocado fora do comum. em reunião com um cliente, à espera de um LPO, uma espécie de recibo, começámos a falar sobre religião, morte e crenças. a pessoa em questão tem origens indianas, sexo masculino e viveu praticamente a vida toda em sidney. mudou-se para o dubai nos últimos anos e aqui permanece porque gosta do tempo (crazy people!). já não me lembro a propósito do que é que surgiu a conversa religiosa e afins, mas ele ficou algo chocado por saber que não sou religiosa e ateua. ele perguntou-me se eu sou infeliz, se aquelas conversas me deprimem e, então, porque é que eu não acredito. não sou infeliz por acreditar em factos, mais que em forças ou crenças, deprimem-me um bocado no sentido em que a vida é demasiado efémera e curta. penso nisso um bom pedaço e saber que devemos aproveitar porque this is it, acho que dá um gostinho diferente. para mim qualquer religião é uma forma de sentir conforto em relação à nossa existência. não acho que seja de fracos, nem pouco mais ou menos. acho que é uma opção e serve precisamente para as pessoas acreditarem que têm um propósito, que as coisas não são em vão e que a nossa passagem por cá não é, ou deve ser, um dado adquirido. acredito na ciência e nas crenças da ciência. acredito em fazer coisas boas para receber coisas boas. acredito em não tratar mal os outros. acredito em aproveitar as situações e os momentos - mas nada de carpe diem que isso é exagero. acredito que o carpe diem também precise de um dia só para dizer merda e mandar todo o mundo para o cacete. há dias que não são os nossos e ponto. ele disse-me que acredita que as almas ressuscitam  noutros corpos e que, olhando para os olhos das pessoas conseguimos perceber a idade que têm. não a idade física. acredita que os milionários de hoje são os benfeitores de ontem e que as criancinhas que morrem em áfrica esfomeadas e com sida são os terroristas do passado. a teoria é um bocado fucked up e sinceramente não sei bem o que fazer dela. não acredito em criarmos a nossa própria religião e acabo por ser um bocado extremista nestes casos: ou se é religioso ou não. não há meio caminho para as coisas. quem está a meio termo acaba por ser cínico. gostava de conseguir acreditar em alguma coisa. que o einstein era uma alma já velha, que tinha visto mares e terras e, por isso, era um génio. que o galileo já sabia que era a terra que andava à volta do sol e não o contrário porque se fartou de estudar nas vidas anteriores. mas se é assim, de onde é que nascem as novas almas? de onde é que vieram? estão sempre a ser recicladas? reproduzem-se e produzem alminhas bebés? há sempre gralhas nas crenças e religiões. já é amiga ciência, diz-nos as coisas como são. preto no branco.

domingo, 3 de março de 2013

porquêêê?

como é que se diz a uma pessoa que já não queremos trabalhar com ela? que não está a resultar? que estou a sair prejudicada numa situação em que praticamente só tenho a perder? duas semanas e não há faísca. não estou a sentir. não dá e não funciona. e voltamos à conversa do outro dia. enfim.

domingo, 6 de janeiro de 2013

life in the middle east #18

a ressaca das férias, de casa, dos pais e do cão começa agora a tornar-se mais suportável. finalmente tive dois dias que me fazem sentir em casa. ontem prestámos uma visita ao IKEA para gastar algum dinheiro de natal especificamente orientado para objectos domésticos. complementado com um almoço de almôndegas suecas, riso, namorado e amiga, a combinação foi explosiva. entre cusquices e parvoíces jantámos entre amigos e jogámos ao famoso ring of fire. preparação imbatível e meio caminho andado para o famoso rockbottom. entre danças, bilhar e meia cerveja, acabamos a noite em semi after party. quatro elementos aqui em casa, incluindo eu e o manel, com direito à vista da piscina, um eu nunca e mais parvoíce. o dia de hoje posso garantir que foi nulo. não fizemos nada. continuado aqui em casa, os mesmos quatro, a dizer baboseira atrás de baboseira, a semi ressacar. a tarde acabou com uma reunião de trabalho - alguma coisa tinha de fazer para não me sentir mal - e uns óptimos reforços e incentivos direccionados ao meu profissionalismo. acho que gostamos todos quando as coisas correm bem, ou pelo menos começam.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

mil e muito

mais uma vez encontro-me empanada para começar um trabalho. para além de falta de motivação e inspiração, não me surge criatividade. este ano começou com falta de muita coisa. será que me está já a castigar por não ter feito resoluções? por ainda não ter ido ao ginásio? mil e muitas ideias me passam pela cabeça, mas nenhuma vem para ficar. tenho vontade de tudo e de tão pouco. hoje ainda não sai de casa e o dia por cá pareceu-me agradável. já é de noite e são só seis e 15. pelo menos já aprendi algumas coisas hoje. e fiquei a saber que as pessoas com mais sucesso na vida mantêm um diário - género de coisa que este estaminé é para mim. quero muito, muito sair deste poço e isso só depende de mim. enfrentar a situação como uma fase e pensar que já passa. está fácil não. o melhor remédio suponho que seja botar o nariz para a frente minha gente.

domingo, 25 de novembro de 2012

en route

há uns posts atrás, a fofa da ana comentou que me via, e ao manel, a viver em nova iorque. pois posso garantir que com todas as minhas forças também me via lá. não é um pensamento difícil de suportar e pretendo torná-lo realidade. mas não já. ainda me quero ambientar ao dubai, fazer e juntar dinheiro e garantir que a minha reputação sai imune daqui. tenho esperanças e vários sonhos que aterram em JFK. já pensei nisso várias vezes e já fiz muita pesquisa de pequenas agências que lá existem. mas é tramado porque os estados unidos não deixam estrangeiros entrar - para ficar - sem um trabalho garantido, ergo visto de residência, ou visa, e antes de eu ser aceite, procuram num raio de não sei quantos kilómetros se há algum americano com as competências iguais ou melhores que as minhas. o manel é a favor desse factor visto que promove a mão-de-obra nacional. quem vem de fora e quer entrar já não gosta tanto do assunto. e viver na américa para mim era ideal. poder explorar aquele continente cheio de selvas, desertos, montanhas e metrópoles. sempre disse que quando for para aquele lado é para ficar o tempo suficiente de o ver. de norte a sul, este a oeste. principalmente para fazer a famosa route 66.

partilhar isto com alguém parecia mentira mas qualquer dia tinha de ser.


retirada daqui.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

shut the front door

ontem em conversas com o manel fiquei cada vez mais certa no quanto não quero ficar anos a fio neste país. passo a explicar porquê. para além de começar a detestar árabes (não como raça mas como pessoas), não suporto os ideais desta gente. têm a faca e o queijo na mão - e sim, eu sei que estou no país deles - mas sabem o que é que acontece se um árabe, um britânico e um sírio forem apanhados a traficar droga? o britânico e o sírio são condenados à morte e o árabe é enviado para uma instituição de reabilitação, provavelmente cinco estrelas. para além de que, é mesmo verdade o que dizem. um árabe é capaz de nos dar o mundo quando precisa de nós e num instante tirar tudo, deixar de atender chamadas ou manter qualquer tipo de contacto. para além disso, todas as pessoas que estão cá há algum tempo se tornam assim. pouco fiáveis e confiáveis. não cumprem a palavra, o contrato, o acordado. é um país feito para quem tem dinheiro suficiente que não precise de praticamente ninguém para sobreviver. quem tem dinheiro tem tudo de mão beijada. quem não tem e se esforça por ter o mínimo possível tem de andar a beijar rabinhos e pilinhas. não quero nem por sombras ficar parecida a estas pessoas. quero ser uma pessoa em quem outras possam confiar e acreditar. não quero dar a palavra só porque no momento vou fazer alguém feliz mas que a curto, médio e longo prazo vou cumprir. isto consome a alma e deixa-nos vazios por dentro. não há justiça, as leis mudam cada vez que o "parlamento" se junta e há prioridade para tudo o que é árabe. essa é uma coisa que em portugal não acontece. claro que as comparações não podem ser feitas na mesma escala porque isto é um país muçulmano, mas há alguma integridade no nosso país que neste simplesmente não existe. é tudo mesquinho, desconfiado. já tive problemas com clientes por causa disso. por não confiarem em mim. certo, não me conhecem e posso ser mais uma a enganar, mas o que é eu posso fazer para garantir a minha palavra? só isso, dar palavra. dar certezas que não as vou enganar. o que é difícil de fazer transparecer. garanto-vos que dá para escrever um livro com as situações que já vivi aqui e pouco não há de faltar. mas fico deprimida com a falta de compromisso das pessoas. mesmo as que parecem o mais simpáticas possível. cá a mim não me impressionam.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

friends will be friends

e ainda nisso de ter ido a portugal, no jantar em lisboa, em conversa com os meus amigos, falámos sobre a selecção natural. não do ciclo da vida, mas de amigos. para quem não sabe, quando estamos longe, os meios de comunicação modernos tornam-se essenciais naquilo a que chamamos convívio. mensagens, facebook, skype, whats app (...) aquilo que quiserem. manter o contacto dificulta-me a estadia aqui, porque faz-me ter mais saudades. no entanto, tento sempre falar com quem posso quando me lembro. o mesmo nem sempre acontece ao invés. as pessoas continuam as suas vidas da mesma forma que eu as deixei e acabam por se esquecer mais facilmente. até aqui tudo bem. mas é passado meses de ausência que começamos a fazer a selecção. ou seja, a perceber quem realmente são os nossos amigos. e ai a coisa começa a afunilar. nem todos se esforçam, nem todos se lembram, nem todos se querem lembrar. é uma sensação estranha, tendo em conta que estava habituada a estar com toda a gente. mas ter noção de que a relação não é como pensavámos torna o caso um bocado mais complexo. faz-me pensar mais nas pessoas com quem eu me dava. nesse registo, nota-se também nas greetings. quando os vemos pela primeira vez, a forma como cumprimentam. há o olá distante, os dois beijinhos por cortesia, os dois beijinhos mais sentidos, o abraço e o mega abraço repleto de beijinhos. tive de todos. e lembro-me de quem foram.

pelo menos podemos dizer que é uma boa selecção natural. pode não parecer ao início.  

sábado, 21 de janeiro de 2012

novas direcções.

apetece-me que o meu esforço compense.

estou farta de me esforçar em certos aspectos da minha vida e não obter resultados. ou resultados que me agradem. falo sério quando quero ser uma pessoa vocacionada e dedicada ao trabalho e à área que aspiro fazer da minha vida. quero que o design seja o meu objectivo em qualquer sentido que isso signifique. no outro dia, em conversas muito curtas por mensagem com uma amiga falávamos de fazer sacríficios amorosos pelos frutos de uma oportunidade laboral. verdade seja dita, acho que a longo prazo me poderia arrepender. mas nesta altura tão incerta era bem capaz de abdicar daquilo que tenho. não quero ser uma pessoa presa a algo que pode ou não durar. acredito bastante naquilo que tenho agora e as últimas semanas têm sido bastante intensas e reveladoras. mas não estou disposta a deixar de ir viver e trabalhar fora de portugal por outra pessoa. a paixão e dedicação que ela dá àquilo que faz inspira-me a fazer o mesmo. acreditar naquilo que faço dá-me vontade de largar tudo o que tenho e enfrentar um país diferente. sou sincera, o brasil é a minha opção de eleição. e estou a tentar de tudo para me fazer à vida lá. quero conhecer e saber mais. e quando digo nos meus e-mails de apresentação que estou super motivada para levar avante a minha vontade não minto.

por mais que queira ter tudo, não consigo. nem eu nem ninguém. resta-me tentar. e eu não sou rapariga de desistir. pelo contrário. portanto, com um pé dentro de portugal e outro fora, arranco agora as minhas raízes, dispo-me de medos e procuro o rumo ao sudoeste.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

o supra-sumo!

para meu deleito, e de outrém, hoje concluí o mestrado em design de comunicação. é verdade. esta saga que se pode assemelhar ao harry potter ou twilight acabou com um final razoavelmente feliz. sinto-me finalmente vazia, depois de tanto tempo a estudar. por obra e graça dos meus santos paizinhos, até hoje não tive de trabalhar, sequer em part-time. tenho feito trabalhos de promoções e afins mas não é o mesmo que ser secretária, servir cafés ou dobrar camisolas. e tenho noção da sorte que tenho. por vontade parental, os meus estudos prosseguiam para doutoramento e que outra saga invada a minha vida. mas preciso de um curto espaço de tempo para reflectir. digamos que não para descansar, mas realmente reflectir nas minhas hipóteses de futuro. passam por acabar o portfólio, actualizar o currículo, imprimi-los e enviá-los para o maior número de empresas, dentro e fora de portugal, que me agradem a espinha.

mas futuro à parte, tive um dia bastante interessante, intenso e cansativo que me deixou algumas chagas permanentes. sinto que tive bastante apoio, que pessoas inesperadas se lembraram de mim e da importância deste dia e que realmente há quem marque a diferença e o torne mais relevante (ainda). o apoio incondicional dos meus pais, do meu irmão, do meu namorado, das minhas amigas e até da namorada do meu irmão e da mãe do meu namorado, provocaram parte da minha emoção e gratidão por os ter na minha vida. algo me diz que pelo menos hoje, fui orgulho para alguns deles. e superando qualquer nota ou crítica "alheia", esse é o melhor gostinho da vitória.

obrigada e até ao doutoramento!

domingo, 4 de setembro de 2011

something more.

depois de uma semana de férias em itália, regressar sabe demasiado bem. viagens atribuladas, horas de espera, boas refeições, passeios intermináveis, boa companhia, novos conhecimentos. a viagem teve um bocadinho de tudo e não sou a única a pensar o mesmo. ainda esta semana ponho algumas das fotos mais memoráveis a descrever mais pormenores.

a chegada foi qualquer coisa de óptimo. já não via o meu namorado há cinco semanas e estar com ele de sexta até hoje foi a cereja on top of the cake. com uma surpresinha à minha espera, tivémos uma mini lua de mel (como são maior parte das vezes que nos voltamos a ver) na foz do arelho. foi muito pacato, romântico, fofo, não nos largamos o tempo todo. adoro voltar a uma espécie de rotina que temos onde há miminhos, amor, saudades para matar, conversas parvas, conversas do futuro, conversas do passado, brincadeiras, mãos enterlaçadas, gargalhadas, piadas, ciúmes e acima de tudo, vontade. há uma partilha inacreditável daquilo que deve ser recíproco, que deve ser incrivelmente especial. há qualquer coisa naquela criança que desperta em mim um bem-estar, tranquilidade, empatia e um grande amor. a banda sonora ficou ao acaso da rádio que nos deu a ouvir várias vezes a música que a seguir mostro. esta semana, completa, teve um je ne sais quoi muito peculiar.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

barreiras à entrada!

ultimamente tenho falado muito com o meu namorado sobre criarmos barreiras. ele é uma pessoa muito viajada, independentemente do motivo, e passa uma boa parte do tempo fora de portugal. ora, cada despedida parte-me um bocadinho o coração e para que eu consiga lidar melhor com essa situação, tento criar algumas barreiras que me ajudam a ultrapassar melhor e não ficar devastada, não no sentido literal da palavra. é complicado lidar com as coisas à distância, muito mais quando são meses inteiros de separação. quando eu crio estas barreiras, não deixo de aproveitar os últimos dias que estou com ele, mas também não deixo de me sentir triste por pensar que passam num instante e daí a pouco ele já está a ir embora outra vez. todos temos mecanismos de defesa, este é o meu. que para ele é incompreensível ou pouco plausível, mas para mim faz todo o sentido. posso chorar um bocadinho e ficar em modo depréé durante um ou dois dias, mas depois lembro-me que num instantinho isto passa e já estou outra vez a criar barreiras. apesar de não serem para ele, porque já passei da fase em que me quero distanciar e o que eu sinto já nem permite, mas perante a situação do tempo que ficamos separados.

porque "sofrer, todos sofrem"!

sábado, 4 de junho de 2011

click*

há momentos por que passamos que ficam gravados como se de uma fotografia se tratasse. ontem, quando cheguei a lagos, o meu cão deu-me um desses momentos. para além de parecer estar a matar saudades e a percorrer-me com lambidelas, ficou durante um minuto a olhar para mim até adormecer no meu colo na posição mais relaxada do mundo. foi das melhores coisas que ele já me fez! e é só um cão.

e está comigo, agora, a lamber o ecrã do computador.


da patrícia.

terça-feira, 31 de maio de 2011

~~ soon you'll be drenched to the bone

há dias que passam como se não houvesse amanhã, lentos, demorados, tortuosos. outros que passam a correr, nem nos deixam absover aquilo que se passa ou não. outros são como este, desesperantes e sem que me aperceba da minha apatia, da minha tristeza. não percebo se está associado à minha tese, à falta de inspiração, falta de força nos dedos para escrever o que preciso e dar por terminado mais um período da minha vida. inconscientemente posso querer adiar por não saber bem o que se segue, o que vou fazer, como vou procurar trabalho num país que aparece nas notícias como o verdadeiro cú da europa. mais desesperante que estes dois dias é a situação que mostram nos telejornais, nas notícias de jornal, nas revistas, nas análises política, social, cultural, económica. fico realmente preocupada com aquilo que vou fazer e se sair do país é mesmo a solução. mas admito ser demasiado apegada a tudo o que tenho aqui e, talvez por isso, nunca tenha ido a lado nenhum. mais do que gosto de admitir, a vida que levo agrada-me e as pessoas que nela estão fazem-me sentir preenchida. que seria do meu namoro, das minhas amizades, dos meus pais, do meu cão. já nem falo do meu irmão porque esse vai mesmo desertar para outro país. e eu cá vou ficando, para uma licenciatura, um mestrado e provavelmente um emprego. preciso de mais proactividade na minha vida!