não consigo explicar como, mas tenho conseguido prever muito bem as tendências de fontes (ou tipos de letra). ultimamente procuro e encontro-as ao acaso e passado uns meses recebo newsletters que me anunciam aquilo que eu já estava a par. isto deixa-me relativamente satisfeita e irritada. satisfeita porque parece que tenho jeito para a coisa e consigo detectar bem as tendências - talvez tenha apanhado o jeito da minha mãe que sempre me ensinou a escolher roupas que só na estação ou no ano a seguir é que estão na moda. irritada porque tipografia nem é a área que eu mais gosto no design. estou a descobri-la mais recentemente e até fiquei espantada com a capacidade que tenho de conjugações. para quem percebe e quem não percebe fica aqui o link que provou este meu dote, se quisermos.
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
o meu irmão sabia que não ia durar
há uma semana e um dia estava eu reticente e a sentir-me num impasse por ter aceite um estágio não remunerado. ora pois bem. cinco dias de semana, oito horas e meia por dia, sentada a um computador, rodeada de criativos, accounts, arquitectos e afins. chegava sempre mais cedo e saí sempre a horas. retoquei layouts já terminados, corrigi alguns erros ortográficos, substituí textos de inglês para português e criei e desenvolvi um projecto de raiz. sexta-feira fui dizer que era o meu último dia. ora, uma semana dizem que é pouco (também vivi no dubai um ano e meio e disseram-me que foi muito pouco). quem é que determina quanto tempo é que temos de aguentar com fretes e ainda nos dizem que é pouco? fui dizer que era o meu último dia e foi. hoje já retomei a rotina de outras semanas. não quero estar num trabalho onde não me pagam pelo meu tempo e dedicação. não quero estar a fazer trabalho de estagiária que já fiz. não quero estar a corrigir pequenos erros durante três dias. não quero fingir que tenho de recomeçar só porque estou em portugal. quero retomar o que deixei. a minha carreira só pode progredir e aquela posição fez-me sentir o contrário. chegava a casa sem vontade de fazer nada e, correndo o risco de parecer exagerada, senti que o meu espírito era comido dia após dia. e o daquelas pessoas é, na realidade. é isso que acontece. utilizam as horas de almoço para falar e falar mal do que fazem. que trabalham longas horas, que lhes roubam os fins-de-semana, que se ressentem e ao sítio onde estão. então a minha pergunta é: porquê ficar? pode, neste momento não existir outra opção e isso é completamente compreensível e fora de mim dizer que não se podem (ou devem) queixar. mas há sempre alguma coisa que podemos fazer em qualquer situação e aquela não é excepção. portanto, para não ser paga e trabalhar o dia todo, mais vale não ser paga e investir em mim e em alguma coisa que realmente me faça feliz.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
work is life is work is life is work
não me tem apetecido muito escrever sobre a minha vida pessoal. aborrece-me ao ponto de me sentir egocêntrica por falar só de mim, mim, mim. muitas vezes é disso que gostamos, saber da vida das outras pessoas sem ter de perguntar. aqui ela é dada. eu assumo que alguns leitores me conhecem e outros não, mas escrevo com algum cuidado. ultimamente tenho tido bastante tempo para pensar no que é ser designer gráfica. precisamos de quase inspirar aquilo que fazemos e isso molda-nos a visão. não consigo sair à rua sem ser analítica em relação ao que vejo e isso é bastante comum na profissão. estou a seguir um projecto (http://fortydaysofdating.com/) da muito recente heroína jessica walsh. fiquei atarantada quando descobri que ela trabalha com o stefan sagmeister. concorri de imediato ao estúdio em nova iorque, gostaram do meu portfolio mas não estão a contratar. mas comecei a seguir a jessica nas redes sociais, li artigos, procurei os trabalhos que ela fez, faz e tem planos de fazer. é uma rapariga nova com ambições e sinto que posso ser exactamente como ela, mas sorrir mais um bocado.
domingo, 3 de março de 2013
porquêêê?
como é que se diz a uma pessoa que já não queremos trabalhar com ela? que não está a resultar? que estou a sair prejudicada numa situação em que praticamente só tenho a perder? duas semanas e não há faísca. não estou a sentir. não dá e não funciona. e voltamos à conversa do outro dia. enfim.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
fucked up
quando é que sabemos dizer já chega? quando é que sabemos que atingimos o nosso limite e não queremos mais? uma sensação de saturação? de irritação? de tristeza? como é que sabemos que não é só do momento, uma vontade irracional que nos dá de cair fora e não repetir o mesmo erro? provavelmente somos abordados por estas questões numa base diária. em relação ao que quer que seja. ao nosso parceiro(a), ao nosso trabalho, à nossa área, aos nossos amigos. será que somos mesmo capazes de perceber que já não queremos mais de alguma coisa. quando comemos e ficamos cheios sabemos que já não queremos mais e se quisermos é só gula. há tanto quanto um ser humano pode comer e atingido o limite o resultado é bastante visível. estamos cheios, não queremos mais. o mesmo acontece noutros aspectos menos biológicos? às vezes sou assombrada, por exemplo, por um já chega em relação à minha profissão. não sei se é só nesta parte do mundo mas sou vista como um bicho ignorante que utiliza softwares engraçados. maior parte dos meus clientes trata-me como se fosse estúpida. literalmente. quando eles é que são os estúpidos. dizem-me que é impossível eu levar tanto tempo ou tantos dias a fazer um logótipo. numa tarde isso fica despachado. pode ser verdade como pode não ser. se hoje estiver para ai virada, sou capaz de, em duas horas ter um logótipo. senão, tenho de esperar que me apareça a inspiração divina da santa criatividade. o padrão é sempre o mesmo e a vontade mais regular. apetece mandá-los todos para a merda e dizer façam vocês. há duas semanas tive uma reunião com um alemão que abriu duas empresas aqui no dubai. uma de iluminação e outra de catering. os nomes têm um elemento em comum e ele queria que eu criasse um logótipo que os identificasse como parte de um mesmo todo. enviei-lhe um orçamento personalizado, como faço em todos os potenciais clientes - e na segunda reunião ele quis negociar o preço. a ameaça do bacano era "I can go on freelancer.com and hire someone that will do me the whole project for 100 dollars". ora, ele repetiu esta frase quatro vezes no espaço de 20 minutos. meus caros, o que é que dá vontade de dizer? "então vai ao freelancer.com e pára de desperdiçar o meu tempo". como é óbvio não disse, tentei explicar-lhe que é por causa desses cabeçudos que se vendem por tão pouco que o mercado está como está. que o meu trabalho é valioso e não é qualquer bichano que o faz. lá conseguimos acordar um valor final adequado à vontade de cada uma das partes e eu comecei a trabalhar no projecto para ele. a ideia é fazer um conjunto de objectos portanto a nossa relação quer-se próspera. não deixa de ser frustrante ter de negociar os preços que pratico e que me permitem pagar as contas que tenho. acham que são capazes de eles próprios fazer o que eu faço? então façam meus amigos. façam.
nota: eu sei que há imensa gente nos sites de freelance que pratica os preços que pratica porque para eles é o suficiente para uma semana - ou mais - de alimentação e afins. mas tendo noção disso e sabendo quem eu sou e de onde venho, gostava que percebessem que os valores que aplico vão de encontro às despesas mais básicas que eu tenho.
nota: eu sei que há imensa gente nos sites de freelance que pratica os preços que pratica porque para eles é o suficiente para uma semana - ou mais - de alimentação e afins. mas tendo noção disso e sabendo quem eu sou e de onde venho, gostava que percebessem que os valores que aplico vão de encontro às despesas mais básicas que eu tenho.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
fauna criativa
às vezes gostava de escrever um livro sobre uma nova espécie de trabalhadores que se intitulam de intermediários. aqui no dubai lido muito com eles. são pessoas que fazem a ponte entre o cliente e o designer, neste caso tornando-se os próprios intermediários os clientes dos designers. até aqui nada poderia passar-se de mal. o problema é que este espécime não entende absolutamente nada de design, de qualquer tipo de actividade associada ao design, que os coloca numa posição onde só sabem fazer briefings de coisas criativas. nós perguntamos aspectos mais específicos do trabalho que nos é proposto e eles respondem firmemente que querem algo criativo, original, diferente. mas depois quando enviamos o que temos em mente eles conseguem ser ainda mais específicos: queremos algo ainda mais criativo e não era bem isso que tínhamos em mente. perguntamos o que é que têm em mente e eles respondem em tom muito baixo não sei. ora muito obrigadinha pela ajuda. querem algo criativo, que não era bem o que estavam a pensar, mais criativo ainda. aprendam. aprendam e façam-me o favor.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
mil e muito
mais uma vez encontro-me empanada para começar um trabalho. para além de falta de motivação e inspiração, não me surge criatividade. este ano começou com falta de muita coisa. será que me está já a castigar por não ter feito resoluções? por ainda não ter ido ao ginásio? mil e muitas ideias me passam pela cabeça, mas nenhuma vem para ficar. tenho vontade de tudo e de tão pouco. hoje ainda não sai de casa e o dia por cá pareceu-me agradável. já é de noite e são só seis e 15. pelo menos já aprendi algumas coisas hoje. e fiquei a saber que as pessoas com mais sucesso na vida mantêm um diário - género de coisa que este estaminé é para mim. quero muito, muito sair deste poço e isso só depende de mim. enfrentar a situação como uma fase e pensar que já passa. está fácil não. o melhor remédio suponho que seja botar o nariz para a frente minha gente.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
experimenta(me)
aqui entre nós, já trabalhei para a experimenta, durante uns meses, estágio não remunerado onde inúmeras vezes utilizei o meu carro para ir de uma ponta a outra de lisboa, sem ter qualquer retorno dos gastos. mas não é isso que aqui venho falar. hoje recebi um email, newsletter da experimenta, a falar de várias iniciativas que vai lançar e/ou já lançou. sempre a falar em artistas convidados para fazer a e b. pois bem. uma coisa que eu me apercebo um bocado é que a maior parte dos artistas são sempre os mesmos. e é verdade, para existir algum reconhecimento do público para com uma instituição, nomes da indústria são essenciais. mas também deveria ser importante dar a conhecer novos artistas. procurar novos nomes. novas mentes. novos criativos. acho que qualquer área, e especialmente o design, deve usufruir de uma constante renovação e novidade. cabecinhas frescas é o que todos precisamos. sei de amigos meus que já participaram e contribuíram para o evento mas o ênfase não foi o maior. ou pelo menos que me tenha apercebido. falo como própria designer e profissional que, mesmo estando fora de portugal, atento-me ao que se passa neste campo tão polémico. devíamos parar de ir sempre aos mesmos e renovar o expositor. e isto digo eu, que já presenciei e estive dentro da organização.
domingo, 2 de dezembro de 2012
right here, right now
sou uma pessoa bastante ansiosa, já sabemos. quero que as coisas aconteçam já e agora. não quero esperar até amanhã. não. quero que venha a nós, hoje! tenho vários pagamentos pendentes e uma conta a diminuir de semana para semana. as pessoas não percebem que eu preciso de dinheiro para viver. entre pagar contas, supermercado e transportes, não há dirhams que se estiquem. mais a mais vai ser complicado trabalhar em portugal. não por falta de pro-actividade mas porque aqui a transacção é feita, normalmente, face to face. ora eu, estando em portugal não é fácil e skype nem sempre é opção. vamos ver se os meus fiéis clientes se mantêm fiéis e me continuam a pedir serviços.
quero também aproveitar para me dedicar a um projecto pessoal que vos darei conhecimento quando aprender a andar (o projecto, não eu).
quero também aproveitar para me dedicar a um projecto pessoal que vos darei conhecimento quando aprender a andar (o projecto, não eu).
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
shut the front door
ontem em conversas com o manel fiquei cada vez mais certa no quanto não quero ficar anos a fio neste país. passo a explicar porquê. para além de começar a detestar árabes (não como raça mas como pessoas), não suporto os ideais desta gente. têm a faca e o queijo na mão - e sim, eu sei que estou no país deles - mas sabem o que é que acontece se um árabe, um britânico e um sírio forem apanhados a traficar droga? o britânico e o sírio são condenados à morte e o árabe é enviado para uma instituição de reabilitação, provavelmente cinco estrelas. para além de que, é mesmo verdade o que dizem. um árabe é capaz de nos dar o mundo quando precisa de nós e num instante tirar tudo, deixar de atender chamadas ou manter qualquer tipo de contacto. para além disso, todas as pessoas que estão cá há algum tempo se tornam assim. pouco fiáveis e confiáveis. não cumprem a palavra, o contrato, o acordado. é um país feito para quem tem dinheiro suficiente que não precise de praticamente ninguém para sobreviver. quem tem dinheiro tem tudo de mão beijada. quem não tem e se esforça por ter o mínimo possível tem de andar a beijar rabinhos e pilinhas. não quero nem por sombras ficar parecida a estas pessoas. quero ser uma pessoa em quem outras possam confiar e acreditar. não quero dar a palavra só porque no momento vou fazer alguém feliz mas que a curto, médio e longo prazo vou cumprir. isto consome a alma e deixa-nos vazios por dentro. não há justiça, as leis mudam cada vez que o "parlamento" se junta e há prioridade para tudo o que é árabe. essa é uma coisa que em portugal não acontece. claro que as comparações não podem ser feitas na mesma escala porque isto é um país muçulmano, mas há alguma integridade no nosso país que neste simplesmente não existe. é tudo mesquinho, desconfiado. já tive problemas com clientes por causa disso. por não confiarem em mim. certo, não me conhecem e posso ser mais uma a enganar, mas o que é eu posso fazer para garantir a minha palavra? só isso, dar palavra. dar certezas que não as vou enganar. o que é difícil de fazer transparecer. garanto-vos que dá para escrever um livro com as situações que já vivi aqui e pouco não há de faltar. mas fico deprimida com a falta de compromisso das pessoas. mesmo as que parecem o mais simpáticas possível. cá a mim não me impressionam.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
#1
não vos consigo explicar a sensação que é ver o meu trabalho impresso. num espaço de 1 minuto vi o meu primeiro catálogo impresso no dubai. o cliente levou-o logo mas domingo vou buscar um segundo e tirar umas merecidas fotografias. queria ficar com um para mim mas não dá. é demasiado caro e acho que as fotografias são suficiente. prometo mostrá-las aqui. só queria partilhar o pedacinho de felicidade no meu dia :)
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
isto de ser designer tem qualquer coisa de muito estranho que se lhe diga.
mais que as pessoas "normais" reparo em todos os elementos gráficos do meu dia. sejam cartazes, sinais, flyers, logótipos (...) aquilo que quisermos que entra na categoria do gráfico. ontem quando estava no metro a ir para casa, dei por mim - pela primeira vez conscientemente - a olhar para um anúncio da expo 2020, a que o dubai está a concorrer como cidade hospedeira, e a mudar os elementos que achava que estavam mal postos, posicionados, com uma dimensão maior que deviam, cores e até alinhamento. isto enquanto entravam e saiam os passageiros. fiquei parva e comecei a rir quando o metro arrancou. nunca me tinha apercebido mas sou capaz de fazer isto várias vezes. um facto curioso aqui no dubai, só para cultura geral, é que o metro anda sozinho. não tem condutor qualquer. só um supervisor para garantir que o lugar onde só podem estar mulheres está habitado só por mulheres, ou ninguém está a comer, beber, mascar pastilha - que dá direito a uma multa de 200 dirhams ou 40€. de resto, controla-se sozinho o fofo! tão independentes que os equipamentos estão a ficar.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
life in the middle east #15
o médio oriente é cheio de surpresas. todos os dias alguma coisa nos morde o rabiosque. ontem, de manhã, depois de me ter levantado, lavado a cara, vestido o uniforme, maquilhado, tomado o pequeno-almoço e chegado ao trabalho, sentei-me na secretária, comecei a trabalhar e apercebi-me que o ambiente estava bem tenso. uma hora mais tarde fui chamada a uma salinha e fui dispensada, ou como eles gostam de dizer 'let go'. é verdade. depois de ter tido, a semana passada, uma reunião a planear o que se iria fazer no próximo mês fui despedida. e para quem nunca experimentou, é um bocado custoso. senti que me tiraram o tapete debaixo dos pés e me espetaram com uma faca bem fininha nas costas. finalmente aperceberam-se que eu não era necessária ali. verdade seja dita, não me afligiu muito porque não era o melhor trabalho do mundo. mas pagava as contas e dava-me visto. telefonei em pânico ao manel para me ir buscar, limpei o meu computador, arrumei a mala e fui-me embora. cheguei a casa, com cara de burro a fugir e comecei imediatamente a mandar portfolios e à procura de trabalho. passei o dia a deprimir e à noite fui num date ao hard rock e sair com amigas. hoje acordei cheia de genica e entusiasmo. verdade, tomei o trabalho como garantido e a ideia já gravou de que nada na vida é garantido, mas também, tenho uma nova oportunidade de reinventar o que faço e procurar o que realmente gosto. já tive uma entrevista hoje e amanhã outra. sem ser esta última hora ainda não tinha parado hoje. a ideia de não saber o que se passa amanhã tem muito melhor sabor que ter os dias planeados e repetidos all over. sem ser a minha mãe que me fez passar um mau bocado, não me sinto mal com o que se passou. e o rótulo de despedida fica-me mal. hoje quando fui assinar alguns papéis, os meus ex-co-workers olhavam-me com pena e eu sorri. sorri porque há muito que não me sentia assim. no fundo, o que eu estou a tentar dizer é obrigada!
domingo, 5 de agosto de 2012
aquilo de ser designer
como designers captamos sempre um bocado de tudo o que nos rodeia. as fontes de inspiração podem vir sob qualquer forma, formato, ideia, sugestão, composição. não há limites. já li bastantes blogs, artigos e livros que aconselham a não criar nada de novo porque tudo está criado. devemos, sim, inspirar-nos e tentar perceber o que já existe e de forma pode ser adaptado àquilo que estamos ou queremos fazer. também acabamos por nos influenciar pelas pessoas com que nos damos e pelo seu próprio estilo. colegas, amigos, pais, professores. aqui no dubai a minha fonte de inspiração vem principalmente dos sites que pesquiso. sendo que na empresa onde trabalho sou a única designer, não posso fazer brainstorming com outras pessoas. não há partilha de ideias e, aquilo que eu crio é comentado mas raramente alterado. pode ser bom e pode ser mau. não tenho aconselhamento de quem sabe mais que eu, portanto acabo por criar as minhas próprias regras. mas também não tenho quem me diga que as coisas devem ser feitas de uma certa maneira em detrimento de outra. não sei o que é melhor, mas por enquanto, é o que se arranja.
terça-feira, 31 de julho de 2012
work issues
uma questão bastante recorrente nos dias de hoje, e como conheço o caso, em Portugal, é o fenómeno dos estágios não remunerados. ora vejamos bem, isto é uma questão bastante insatisfatória para quem começa a trabalhar. saímos, normalmente, fresquinhos das licenciaturas, mestrados ou até doutoramentos para chegarmos a um mercado que não nos considera valiosos ou úteis. somos essenciais para distribuir cafés, tirar fotocópias, acabar o que o outro estava a fazer e afins. as empresas apropriaram-se desta moda e utilizam-se disso para contratar pessoas que trabalhem que nem uns cães, por nada, para saírem dali com a suposta experiência corporativa. posso-vos dizer que, aqui no dubai, a maior parte dos sítios onde fui entrevistada, empresas grandes ou pequenas, perguntavam-me se eu tinha experiência corporativa. saída de um mestrado e tendo apenas trabalho freelance na minha área, aquilo que eu conheço aprendi sozinha ou por conselhos de outros. sou capaz de ter perdido uma ou outra vaga por causa disso, mas não me chateei. porque sejamos sinceros, deveríamos ser contratados com base no nosso trabalho, naquilo que mostramos que conseguimos fazer. cá pagam bastante bem aos designers e não me posso queixar. as condições são boas e somos recompensados pelo trabalho que fazemos. e isto aplica-se a outras profissões. todos devemos ser recompensados e reconhecidos pelo trabalho que fazemos. e não há excepções.
retirado daqui
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
o supra-sumo!
para meu deleito, e de outrém, hoje concluí o mestrado em design de comunicação. é verdade. esta saga que se pode assemelhar ao harry potter ou twilight acabou com um final razoavelmente feliz. sinto-me finalmente vazia, depois de tanto tempo a estudar. por obra e graça dos meus santos paizinhos, até hoje não tive de trabalhar, sequer em part-time. tenho feito trabalhos de promoções e afins mas não é o mesmo que ser secretária, servir cafés ou dobrar camisolas. e tenho noção da sorte que tenho. por vontade parental, os meus estudos prosseguiam para doutoramento e que outra saga invada a minha vida. mas preciso de um curto espaço de tempo para reflectir. digamos que não para descansar, mas realmente reflectir nas minhas hipóteses de futuro. passam por acabar o portfólio, actualizar o currículo, imprimi-los e enviá-los para o maior número de empresas, dentro e fora de portugal, que me agradem a espinha.
mas futuro à parte, tive um dia bastante interessante, intenso e cansativo que me deixou algumas chagas permanentes. sinto que tive bastante apoio, que pessoas inesperadas se lembraram de mim e da importância deste dia e que realmente há quem marque a diferença e o torne mais relevante (ainda). o apoio incondicional dos meus pais, do meu irmão, do meu namorado, das minhas amigas e até da namorada do meu irmão e da mãe do meu namorado, provocaram parte da minha emoção e gratidão por os ter na minha vida. algo me diz que pelo menos hoje, fui orgulho para alguns deles. e superando qualquer nota ou crítica "alheia", esse é o melhor gostinho da vitória.
obrigada e até ao doutoramento!
mas futuro à parte, tive um dia bastante interessante, intenso e cansativo que me deixou algumas chagas permanentes. sinto que tive bastante apoio, que pessoas inesperadas se lembraram de mim e da importância deste dia e que realmente há quem marque a diferença e o torne mais relevante (ainda). o apoio incondicional dos meus pais, do meu irmão, do meu namorado, das minhas amigas e até da namorada do meu irmão e da mãe do meu namorado, provocaram parte da minha emoção e gratidão por os ter na minha vida. algo me diz que pelo menos hoje, fui orgulho para alguns deles. e superando qualquer nota ou crítica "alheia", esse é o melhor gostinho da vitória.
obrigada e até ao doutoramento!
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
experimenta design 2011
já queria ter feito este post há uns dias, mas não tive oportunidade.
inaugurou há dois dias a experimenta design, a bienal made in portugal. em 2009 trabalhei para esta pequena associação e as memórias que de lá trago são bastante mistas. independentemente do trabalho que fiz ter sido de mera estagiária e nada orientado para o que eu faço hoje, um dos designers residentes disse-me, na altura, que eu devia ir paginar - por ter visto o meu caderninho de apontamentos das reuniões & so on. foi engraçado porque, hoje em dia, é das coisas que eu mais gosto de fazer. adoro paginar! entretanto, fui à inauguração do lounging space e, apesar de não ter visto com muita atenção as exposições por causa da multidão, gostei bastante do espaço. o antigo tribunal da boa hora é bastante agradável e tem dos páteos mais bonitos de lisboa. terei oportunidade de voltar e ver tudo com mais atenção mas recomendo que visitem. é sempre um sítio engraçado para ver trabalhos de outrém e pessoas fashion.
inaugurou há dois dias a experimenta design, a bienal made in portugal. em 2009 trabalhei para esta pequena associação e as memórias que de lá trago são bastante mistas. independentemente do trabalho que fiz ter sido de mera estagiária e nada orientado para o que eu faço hoje, um dos designers residentes disse-me, na altura, que eu devia ir paginar - por ter visto o meu caderninho de apontamentos das reuniões & so on. foi engraçado porque, hoje em dia, é das coisas que eu mais gosto de fazer. adoro paginar! entretanto, fui à inauguração do lounging space e, apesar de não ter visto com muita atenção as exposições por causa da multidão, gostei bastante do espaço. o antigo tribunal da boa hora é bastante agradável e tem dos páteos mais bonitos de lisboa. terei oportunidade de voltar e ver tudo com mais atenção mas recomendo que visitem. é sempre um sítio engraçado para ver trabalhos de outrém e pessoas fashion.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
alguma capacidade profética.
como somos o único ser que agarra o tempo (...) antecipamos muitos futuros possíveis (...) "
Victor Papanek in Design em aberto
Victor Papanek in Design em aberto
sábado, 25 de junho de 2011
mestre mas pouquíssimo
hoje e amanhã, são dias de descanso. domingo volto ao ritmo normal. trabalho espera-se. até julho, o grosso tem de estar terminado. amén!
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