quando somos novos criamos ideias, concepções, amizades, amores e achamos que eles vão ser para toda a vida. mas duram só um bocadinho. o que antes de aplicava não aplica agora e vice-versa. aquela pessoa que odiávamos passamos a compreender e aquela que adorávamos não é assim tão fixe como pensávamos. vejo isso nas minhas relações e nas dos meus mais próximos. vamos crescendo e aprendendo com as nossas fases mas se há coisa que não podemos esquecer é que, o passado já não interessa. foi bom, foi mau, foi complicado, feliz, simples, desejado, mas está ali para trás. tipo aquele ponto cego no carro onde não conseguimos ver nada. não se passa nada. o futuro coitadinho, preocupa tanta gente - inclusive eu - mas não podemos estar pendentes de uma coisa que não sabemos. temos o agora. que também é meio indefinido, mas temos. no dubai parei de me queixar, de olhar para trás, de pensar no amanhça. tanta gente a queixar-se à minha volta por coisas que não interessam, por insignificâncias que comecei a pensar porque é que eu me hei-de queixar? para quê? só nós é que podemos fazer alguma coisa por nós. façam-me o favor e pensem duas vezes antes de se queixarem porque problemas temos todos, a forma como os encaramos e lidamos é que vai determinar se os ultrapassamos ou não. a gerência agradece.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
ser casa
pois é. parece que já estou em portugal há uma semana e dois dias. há um misto de sensações que me invade todos os dias sobre estar cá ou lá. até agora tem-me parecido sempre bem. apesar de ainda me estar a habituar às novas rotinas, a uma outra vida, a retornar a casa dos pais e, de certa forma, a retomar amizades. porque por muito que queiramos, as coisas mudam e principalmente a forma como lidamos com as pessoas e como elas lidam connosco. sinto uma certa distância das pessoas com quem me costumava dar. só há uma ou outra que não noto diferença. de qualquer forma não podia estar mais feliz de estar em casa. tenho tido tempo para descansar, trabalhar, aproveitar. já fiz uma arrumação de cima abaixo ao meu quarto, depois de ler e ver sites de decoração tinha uma ideia bastante fixa do que queria e é trabalho em progresso mas o pior já passou. deitar fora e dar coisas. ontem tive o meu primeiro banho no atlântico em 2013 e hoje passei a tarde na praia com a minha mãe. não sei se deva investir em certas relações. ainda não percebi se valem a pena "reatar" ou não. como escrevi, é difícil voltar a velhos hábitos e apesar de nem sempre considerarmos isso, também as outras pessoas mudam. quero levar as coisas com calma. até porque não me tenho sentido com pedalada para muito. chego a uma certa hora e fico cheia de sono. casa é sempre casa e eu amo a minha.
sábado, 1 de junho de 2013
uma semana de despedida
começou nesta quinta e acaba na próxima quarta. que nem um casamento cigano, quero que a minha última semana do dubai seja cheia de programas para ver se sinto alguma saudade. quinta fomos jantar os dois e sair com mais dois amigos. beber uma cerveja no irish village e curtir um som agressivo no rockbottom. ontem foi o jantar de despedida com o grupo de amigos mais próximos que cá tivemos. algumas pessoas "acompanhantes" mas foi bastante agradável. comi uma picanha deliciosa com uma salada, umas batatinhas e dois copos de vinho branco do douro a acompanhar. já era tarde quando saímos e fomos para o cavali porque nos disseram que o lucenzo ia actuar. pois chegamos na hora certa mas o pobre coitado cantou só três músicas e repetiu a do kuduro. acompanhado de um shot (nhaca) de tequilla ficámos até o estaminé fechar, eram 3. estava um calor insuportável e suámos que nos fartámos. hoje há mais que nesta próxima semana já não se trabalha. vai ser dedicada a tratar de tudo o que precisamos antes de ir embora. mal posso esperar por chegar a casa e tive agora a notícia de que vou ter uma boa, boa, boa surpresa no aeroporto! nossa, que entusiasmo!
quinta-feira, 30 de maio de 2013
arrivals
estou num misto de entusiasmo, com medo e muita ansiedade à mistura. entusiasmo porque vou para e a casa. medo porque tenho a mesma sensação de quando cheguei ao dubai. ansiedade porque ainda há muito para resolver e muito que acontecer. só quero fazer fast forward na próxima semana e aterrar em portugal com a sensação que cheguei. mas cheguei para ficar. nem que seja algum tempo. e o melhor de tudo vai ser ter os meus pais em lisboa para me receberem. acho que isso nunca aconteceu. tenho sempre duas ou três amigas à minha espera, mas nunca família. chegadas são as melhores coisas. ter pessoas à nossa espera e saber que a felicidade delas é tão grande quanto a nossa é um dos sentimentos mais gostosos de todos.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
can we pretend that airplanes in the night sky are like shooting stars
já começaram os mini ataques de pânico. não consigo afastar a ideia de que detesto andar de avião. dá-me arrepios, fico triste, não consigo pensar em mais nada se não o facto de estar lá dentro, do que pode acontecer. a coisa boa desta vez é ter uma amiga a trabalhar, o que se calhar facilita a transição. não consigo ver filmes, dormir ou comer. fico com o estômago às voltas e estou constantemente a olhar pela janela - que estranhamente me relaxa um bocado. one week to go.
domingo, 26 de maio de 2013
duas semanas ou menos de 15 dias.
vender tudo aquilo que foi meu durante um ano é estranho. ver a casa que habitei nos últimos 364 dias - sendo que amanhã faz um ano - é caricato. não me afeiçoei necessariamente a nada, mas pensar que outras pessoas vão utilizar as minhas coisas faz-me confusão. uma parte da mobília já foi. a outra ainda espera por ser recolhida. entretanto vou-me recostando na minha cama que ainda lá está e aproveitar as últimas duas semanas de dubai.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
esperanças adiadas
em portugal, agora, temos de nos habituar à ideia de que muitas pessoas, principalmente jovens, estão/vão sair do país. a emigração tornou-se uma resposta mesmo para os mais amedrontados. a geração a que eu pertenço vê-se praticamente obrigada a ir procurar uma vida lá fora. é bastante frustrante, triste e assustador ser-se quase forçado a fazer isso. há quem tenha sorte e consiga um trabalho, há quem procure e não consiga encontrar e há, provavelmente, quem não se esforce porque acha que está bem assim ou que não vai encontrar. eu tentei só um mês, o que não está perto de suficiente mas deu uma pequena ideia de como as coisas estão por lá. fico bastante chateada com isso. é verdade que nos obriga a dar um salto que em determinadas condições poderíamos não dar. obriga-nos a ser fortes e enfrentar o desconhecido, aprendemos a procurar aquilo que é melhor para nós. ganhamos experiência, aventuramo-nos, crescemos e ficamos com histórias para contar. já disse várias vezes que sozinha não sei se era capaz de fazer e, se o fizesse, ia para muito mais perto. agora que este capítulo chega ao fim espero ansiosamente pelo próximo. a coragem que tive para fazer a primeira vez dividiu-se por dois e agora estou mais tranquila porque sei mais ou menos o que me espera. não tenho a certeza para onde vou, mas vou com a certeza de que é sempre para melhor. mesmo que soframos, que choremos há sempre coisas boas e positivas a recolher. criamos laços, relações, memórias. mas acima de tudo, aprendemos a cuidar de nós, a ser independentes, a perceber o que é o mundo e quem nele é importante. e há imensas pessoas a fazer isso. conheço meninos e meninas de todas as nacionalidades possíveis a procurarem uma vida melhor que a que o próprio país lhes pode proporcionar. mas uma coisa é certa, uma grande parte sai de coração quebrado e esperanças adiadas. e um desabafo; gostava de poder viver e trabalhar em casa.
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