terça-feira, 30 de abril de 2013

auchie.

parece que ultimamente não atino com dias de exercício diferentes. se vou ao ginásio normal e aborrecido corre tudo que nem uma brisa de verão. se vou experimentar alguma coisa diferente acontece-me alguma coisa. primeiro foi o ano passado das últimas vezes que andámos de moto 4 no deserto. espatifei-me na areia por causa de uma duna e fiquei sem me conseguir mexer durante três dias. há um mês e pouco foi numa tarde de basket e ténis, fiquei paralisada do lado esquerdo do meu corpo. ontem foi a experimentar o cross fit com um amigo. deixei cair um peso de 5lbs no pé esquerdo. a dor foi excruciante, achei que ia desmaiar. na altura pressionei-me a continuar, terminei a aula e hoje coxeio. tenho o pé de três cores diferentes e inchado. sina. que sina!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

concrete jungle

dizem-nos que estamos na altura de tomar grandes decisões, fazes grandes mudanças, rebelar-nos, endoidecermos, crescermos, aprendermos, viajarmos. todas e estas coisas parecem comprimidas entre uma certa idade. verdade que quando somos mais novos a vontade é maior, há menos coisas que nos prendem ao sítio onde estamos, menos responsabilidades e a segurança de que podemos sempre regressar a casa. pois eu quero pôr isso em prática e muito mais. quero aventurar-me porque tenho oportunidade, e alguém que o faça comigo, quero correr riscos e arriscar, quero experimentar e endoidecer. encontrei a pessoa mais que certa para seguir comigo caminhos que sozinha não seguiria. o manel é tão ou mais passado que eu e tendo tido uma vida bastante agitada, sempre de um lado para o outro do globo, acompanha o meu pensamento e a minha meia vontade. desenganem-se, porque voltar a casa soa sempre, mas sempre, muito melhor. mas o desconhecido que assusta e me deixa ansiosa compensa mais a longo prazo. na altura de tomar certas decisões não posso pensar que vou ter saudades ou que vai ser difícil. tenho de pensar no que vou ganhar com isso. não, não gosto de viver no dubai, mas já tenho uma experiência de vida all the way to middle east. há mais destinos e trabalhos e pessoas que se seguem e só para que saibam, não paro por aqui. ou então sou eu que tenho de saber e mentalizar.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

(girl)friends will always be (girl) friends

depois de dar uma vista de olhos na minha lista de blogs, um deles tinha este link. achei um texto bem adequado. o inglês não é o melhor, mas é bem perceptível. a autora é casada com o famoso scott schuman, que podem encontrar aqui. fala da amizade e das várias formas que uma verdadeira amizade deve tomar. o meu texto é completamente cópia mas achei engraçado pegar nuns pontos e dar também o meu ponto de vista.

1. com uma boa amiga nunca é preciso ter planos concretos.

verdade! podemos só encontrar-nos sem saber o que vamos fazer. vou aí ter e já decidimos. não é preciso ter grandes planos, grandes saídas, grandes aparatos. é só preciso estar.

2. uma boa amiga não julga mas sabe dizer quando não gosta de alguma coisa, atitude ou material.

podemos apoiar e não gostar, mas dizer que não gostamos. não pressionar, no sentido de fazer sentir mal, mas fazer saber a nossa opinião. saber dizer quando está a exagerar numa situação onde não precisa de exagerar. saber acalmar e fazer rir.

3. uma boa amiga não se atira a um ex, não se atira ao corrente, não rouba amigos. 

ultimamente aconteceu-me muito e, por isso, tenho para mim que não tenho bons amigos aqui. tenho-os em casa. em lagos. em lisboa. um bom amigo aceita-nos e ao nosso namorado. abraça-o mas não o aperta. em relação aos ex's há uma linha ténue. não tenho bem opinião definida.

4. as melhores coisas fazem-se com amigas a quem não temos nada a provar.

e está dito.

5. uma verdadeira amiga sabe admitir-nos quando temos peso a mais, quando estamos bem numa foto, quando uma peça de roupa não nos fica bem, quando exageramos em relação ao nosso namorado.

já fiz todas elas e várias vezes. gosto que me digam se não estou bem e gosto de dizer porque prova que o grau de confiança que temos com uma pessoa é suficientemente confortável para fazer esses comentários.

6. algumas amizades acabam mas não quer dizer que ainda hoje não tenham significado.

aconteceram e fazem parte de nós. não as devemos tentar apagar porque um dia significaram o mundo. devemos tentar apreciar e perceber o que correu mal.

7. problemas que podem acabar com amizades: inveja, dinheiro e/ou distância.

a inveja é uma coisa feia. podemos ter um ciúme saudável de aspirar a ter parecenças com uma amiga - e acontece muito com a proximidade tornar-nos parecidas - mas não uma inveja constante. faz-nos mal e nunca nos sentiremos bem. dinheiro. pagar alguma coisa de vez em quando não faz mal a ninguém. oferecer um jantar sem esperar outro de volta. um convite, uma flor, um postal. não podemos cair no exagero de ser sempre o outro ou só nós. deve existir um certo balanço para não criar frustração numa das partes. a distância estou a experienciar. não é fácil. é bem amarga. mas saber que há coisas que não mudam quando estou com certas pessoas faz, numa perspectiva distorcida, valer a pena. e elas sabem quem são.

8. numa verdadeira amizade não existem silêncios desconfortáveis.

só existem silêncios.

saudades das minhas amigas. penso em vocês todos os dias. todos os dias mesmo.



competir com?

o meu 10º e 12º ano foram bastante competitivos. não por minha causa mas por causa da minha turma. nunca fui pessoa de competir com outros em notas ou comportamentos. competia comigo. prometia-me ter melhor nota no teste a seguir. estudar mais para ter mais sucesso. cedo nos ensinam que os inteligentes é que sucedem na vida. mas a inteligência resume-se ao quê? a ter as melhores notas? tenho ex-colegas que, no período destes três anos escolares competiam com tudo e todos. no momento de recebermos o teste já nos estavam a perguntar que nota tínhamos tido sem sequer termos tempo de absorver o que acabou de ser colocado nas nossas mãos. ficavam chateadas e irritadas se tivéssemos melhores notas e com um brilho nos olhos se fossem abaixo das delas. no fundo, isto começou a perturbar-me e alterar-me. eu que não era nada assim comecei a encarar a situação como elas. quando recebia testes queria ter o prazer de as irritar. mas não acontecia, muitas vezes. não por falta de estudo ou concentração. há dias que estamos mais virados para a coisa que outros. o melhor momento veio na última aula de inglês do 11º ano e no resultado do exame nacional de psicologia. na aula de inglês a professora deu-me o meu primeiro 20. não pela média de notas dos 5 períodos anteriores, mas por eu ser a única aluna que conseguia prosseguir uma conversa em inglês e ler e escrever correctamente. isso irritou uma das minhas colegas a quem a professora deu 18 ou 19, não tenho a certeza. e no exame de psicologia onde tive a melhor nota da escola, naquele ano. isto porquê? esse grupo de colegas, que na altura faziam isso, vê-se hoje em dia numa série de profissões onde as notas não foram assim tão cruciais. e só gostava que se tivessem apercebido que esse tipo de coisas não é assim tão importante. na licenciatura e no mestrado levei mais ou menos com o mesmo, mas soube lidar de maneira diferente. nunca liguei muito às notas nem à média porque, no final do dia, é aquilo que sabemos fazer que conta. sim, tenho isso descriminado no meu currículo, mas porque é standard ter. mas nunca, em entrevista alguma, me perguntaram que notas e médias é que eu tive. a melhor competição é aquela que fazemos connosco.

domingo, 21 de abril de 2013

concept for myself

aspiro a tantas coisas e sinto que não levo nada para a frente. gostava de ser uma pessoa que diz e faz. sou mais de pensar e sentar. ultimamente tenho-me debatido com uma série de vontades que me parecem pouco concretizáveis. não tenho grande vontade - e não vou dizer que é por causa dos 40º que já se fazem sentir - mas porque a minha motivação ronda os 0º. tenho dias que sinto que sou capaz de fazer tudo. outros que me sinto uma atrasada que não sabe o que é que está aqui a fazer. já me prometi que ia fazer o meu próprio site, o meu novo blog, aprender a programar, uma limpeza no meu armário, uma desintoxicação no meu sistema. acho que estou demasiado agarrada às tecnologias e gostava de tone it down a noch. quando não estamos com a cabeça para ai virada torna-se mais complicado e quando há elementos que faltam ainda mais. é como faltar sal e pimenta na comida. falta-me sal e pimenta na vida. vejo todos os dias uma série de sites que me inspiram e me fazem pensar "é isto". mas depois penso no trabalho que dá. mas no pain no gain! prometo que vou mudar a minha atitude, a começar por algum lado. e em breve tenho melhores novidades para vocês - e excitantes para mim. estou a entrar num novo processo da minha vida e quero que seja acompanhado por aqui, como até agora tem sido.


retirado de uma amiga no pinterest.

double please

torna-se um bocado complicado conviver com pessoas que estão, claramente numa situação melhor que a nossa, sempre a queixar-se que precisam de férias. sei, problemas do primeiro mundo, até para mim, mas estar sempre a ouvir "I need a vacation", "I'm so tired, I need a vacation", "Oh, I want a vacation". nhé! trabalha há quatro meses e já precisa de umas férias. esteve parada meses a fio e agora, num trabalho stress free precisa de umas férias. vive com a família, tem os melhores amigos cá, uma vida impecável numa vivenda e tanto quanto sei só lhe falta um namorado. todo o dinheiro que ganha fica para ela, não paga renda nem despesas e ainda me vem dizer que precisa de umas férias. please.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

this sucks

existem várias coisas que uma pessoa deseja fazer na vida. certas metas a atingir. ser realizado a nível profissional, pessoal, ter estabilidade monetária, emocional, tempo para lazer, tempo para diversão, tempo para parvoíce. até tempo para dias maus. como já disse antes não há cá carpe diem para ninguém. os últimos dois foram desses. maus. maus com saudade, com vontade, com tristeza. deram-me umas saudades de casa incríveis e só me apetecia falar com os meus pais. acabei por não o fazer para evitar começar a chorar, mas às vezes custa-me. e o facto de não me identificar com a vida que levo aqui torna estes dias mais insuportáveis. só pensava "eduarda, tens uma viagem daqui a um mês, aproveita e vai. vai mas não voltes". mas isso não funciona assim. as minhas decisões já não podem ser tomadas sozinha e tenho de, sempre, considerar a minha outra metade. apesar de que a criatura também tem destes dias e também pensa em desertar - literalmente. isto para mim é um terceiro mundo disfarçado onde não se passa absolutamente nada. não há nada que enriqueça as pessoas que cá vivem - a não ser o petróleo de abu dhabi, qatar ou arábia saudita. as pessoas não têm substância, vontade - vivem para shoppings e praias e noites e jantares. eu não tenho vida para isso. adoro praia q.b. gosto de sair q.b. gosto de jantar fora mas não tenho dinheiro para gastar assim. ou seja, de que é que me serve viver numa economia forte se também não a posso apreciar? ostentação é a palavra em dia e todos os dias sou levada por uma sensação de que não pertenço a esta mentalidade. nem quero! tenho saudades do meu eu-cultural. de assistir in loco às obras e criações de outros. quero ostentar cultura e não roupas. quero acordar todos os dias e saber que há alguma coisa interessante para fazer. quero ter oportunidade de ir a um café e estar sentada a ler um livro à espera de alguém. não se pode ter tudo, sempre ouvi dizer. which sometimes sucks.